quinta-feira, 19 de novembro de 2020

Brincadeiras, em casa, para as famílias

 TEMPO PARA BRINCAR

 

«Brinca enquanto souberes!

Tudo o que é bom e belo

Se desaprende...

A vida compra e vende

A perdição,

Alheado e feliz,

Brinca no mundo da imaginação,

Que nenhum outro mundo contradiz!

Brinca instintivamente

Como um bicho!

Fura os olhos do tempo,

E à volta do seu pasmo alvar

De cabra-cega tonta,

A saltar e a correr,

Desafronta

O adulto que hás-de ser!»

                                Miguel Torga


Nunca será demais sublinhar e repetir o quanto a brincadeira é essencial à vida das crianças (e dos adultos).

Brincadeira é uma palavra ampla, larga, que integra uma multiplicidade de atividades úteis para o desenvolvimento e aprendizagem das crianças. Vejam só: BRINCAR é uma ação livre, espontânea, escolhida por vontade própria, plena de sentido, é a sua aprendizagem do mundo, fonte de prazer e de satisfação. Libertadora do excesso de energia, fomenta a autonomia, estimula a curiosidade, aumenta a autoconfiança, desenvolve a linguagem, o pensamento, a concentração e a atenção, são as bases do desenvolvimento da criança.

E os adultos que não se esqueçam de brincar, faz bem à saúde!

Não se recordam como é? Perguntem aos vossos filhos, eles ensinam-vos.

Para começar, ou melhor, para continuar, umas brincadeiras calminhas, brincar com palavras, sonoridades e voltar aos trava-línguas.

Vejam este livro: TRAVA LÍNGUAS

Nele se apresentam um conjunto de trava-línguas nas suas línguas originais – português, espanhol, italiano, francês e inglês – dando-nos a conhecer personagens tão divertidas como a “cabra traga trapos”, o “papa papão” ou os talvez menos soletrados “pauvre petit pêcheur” ou “Paquito que empaca copitas”.https://www.planetatangerina.com/pt



Agora ideias para umas brincadeiras mais mexidas:

- organizar no chão percursos, com fita adesiva, que podem sugerir vários jogos: andar sem sair do risco, andar sem sair do risco com algo na cabeça (almofada) , fazer os percursos com umas caricas/cápsulas;

- construir uma estrada de almofadas e rolar sem sair do lugar;

- construir uma teia, com lãs, à volta de uma porta e fazer de conta que é aranha, andar de fio em fio, sem a partir;

- acertar nos alvos com bolas de trapos (meias velhas);

- imaginar gincanas na sala, furar por baixo das cadeiras, agarrar uma batata com uma colher e andar de joelhos, …

Imaginem e divirtam-se!

Deixo-vos algumas fotos para se inspirarem:

Fonte: https://www.beesytoeasy.com/atividades-fisicas-dentro-de-casa-para-criancas-com-muita-energia/#google_vignette


         







        

Podem continuar a mexer as mãos e a língua com o desafio da semana passada.

Abraço MJV






quinta-feira, 12 de novembro de 2020

Para as famílias: oficina de origamis e oralidades

Esta semana outro desafio, desta vez para mexer as mãos e a língua. 
Iremos desafiar-vos a construírem origamis e a trautear uns trava-línguas.

O origami é uma técnica japonesa, ancestral, que consiste na mestria de dobrar papel, criando figuras, sem colar, nem cortar, o que quer que seja do papel. 
Etimiologicamente, a origem da palavra provém da junção dos termos japoneses:
ori, "dobrar", e kami, "papel".

Pensa-se que o origami tenha aparecido logo após a invenção do papel. Terá sido há muitos séculos atrás, pois sabe-se que, o papel apareceu por volta do ano 105 depois de Cristo (d.C.), na China. Contam que durante o século VII, monges chineses levaram o papel e as técnicas de dobragem para vários países, entre estes o Japão. É neste país que a arte dos origamis tem o seu maior desenvolvimento e uso.


Os trava-línguas são jogos verbais lúdicos que há gerações e gerações se reproduzem oralmente, quer por crianças, quer por adultos. 
Existem em todos os países e culturas, são provenientes da cultura popular, originários de rimas infantis e podem aparecer como prosa, frases, ou versos. 

O trava-língua desafia-nos a reproduzir, com clareza e rapidez, versos ou frases que possuam uma pronúncia difícil, devido ao grande número de sílabas repetida ou semelhantes. Trata-se de uma brincadeira que pode apoiar o desenvolvimento da dicção, em pessoas com problemas de pronunciar determinadas palavras.
 

Vamos lá aos desafios:

1º desafio – ler, memorizar e dizer (muito) rápido o texto

Copo, copo, jericopo,
Jericopo, copo cá;

Quem não disser três vezes (sem se enganar)

Copo, copo, jericopo,
Jericopo, copo cá,
Por este copo não beberá.


2º desafio - construir este copo em origami




3º desafio – ler, memorizar e dizer (muito) rápido o texto

Gato escondido
com rabo de fora
tá mais escondido
que rabo escondido
com gato de fora.

Atrás da pia tem um prato
Um pinto e um gato
Pinga a pia, apara o prato
Pia o pinto e mia o gato.


4º desafio - construir este gato em origami





5º desafio – ler, memorizar e dizer (muito) rápido o texto

O cão via a latinha e latia.

(dizer rápido 3 vezes sem se enganar)


Vaivém é o meu cão.
Se Vaivém fosse e viesse, 
Vaivém ia, 
Mas como Vaivém vai e não vem, 
Vaivém não vai.


6º desafio - construir este cão em origami



Fonte origamis: https://desdobrandoorigami.wordpress.com

 

Na Biblioteca Escolar Professor Seixas, há oficina de origamis, onde alunas e alunos têm realizado construções plásticas muito criativas, vejam:















sexta-feira, 6 de novembro de 2020

Desafios para pais e filhos, docentes e alunos(as), para quem quiser…

 Pois é, há desafios, para pais e filhos, docentes e alunos(as), para quem quiser, jogo dos provérbios e leitura a pares.

fonte da imagem: https://ncultura.pt/lingua-portuguesa-10-dos-melhores-proverbios-portugueses/

Os provérbios fazem parte de um dos géneros da literatura infantil que possibilitam a transmissão aspetos culturais de geração em geração. A par dos provérbios, temos um vasto e grandioso acervo de narrativas/romances tradicionais, contos, lendas, fábulas, poesia popular, histórias de cordel, rimas e toadas infantis, adivinhas e até as anedotas, que integram o mundo da literatura infantil e têm em comum a função: estimular as crianças para a descoberta e apropriação da linguagem; desenvolver competências especificas relativas à aprendizagem da linguagem oral e da escrita; e de modo mais amplo comunicar e compreender o mundo onde estão inseridas.  

pro·vér·bi·o nome masculino

1. Máxima expressa em poucas palavras e tornada vulgar.

2. Rifão; anexim; adágio.

3. Comédia em um ou dois atos cujo tema é um provérbio.
"provérbios", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa 

[em linha], 2008-2020, https://dicionario.priberam.org/prov%C3%A9rbios [consultado em 05-11-2020]

Provérbio é um ditado popular, com um texto mínimo, de autor desconhecido, que é várias vezes repetido e se baseia no senso comum de um determinado meio cultural. São expressões comuns que se mantêm imutáveis através dos tempos, constituindo uma parte importante de cada cultura. Fonte: Wikipédia

Uma das razões que os torna populares é precisamente o serem maleáveis, não terem uma mensagem ou moralidade única, mas adaptarem-se à visão ou ponto de vista que se pretende transmitir.

E isto acontece e perdura no tempo há muitos e muitos anos. Mas o que torna o provérbio tão perene, tão transversal a todos os tempos?

Por que razão, sendo os provérbios vestígios de uma civilização pré-alfabetizada, oralizada e estruturalmente rural, mantêm validade e utilização numa atividade tida como ex-libris da pós-modernidade e da civilização urbana e global?

Questão colocada e respondida por José Teixeira (Professor Associado do Instituto de Letras e Ciências Humanas da Universidade do Minho)

Este aparente paradoxo pode ser compreendido se se atender a que o provérbio consegue seduzir (também) por evocar perceções extremamente importantes para a nossa vivência social.

O primeiro desses valores é o de sentimento de pertença ao grupo, à comunidade linguística em que nos inserimos. Conhecer e dominar os provérbios (e as expressões fixas) significa dominar a língua como nativo, em grau bastante elevado. Faz-nos sentir membro do grupo e nele integrados, compreendendo bem os seus códigos linguísticos e comportamentais, constituindo isto um sentimento fundamental para o nosso bem-estar individual e social.

Depois, e ao contrário do que pode parecer a uma abordagem mais superficial, os provérbios são tolerantes, não implicam visões obrigatórias e afuniladas da vida, porque não implicam visões únicas de vivências e valores: para cada provérbio há quase sempre um outro que se lhe pode contrapor e todos são pontos de vista, ferramentas de argumentação.

Porque têm o grande trunfo de poderem ser contraditórios entre si, os seus valores ideológicos podem ser contrariados. E frequentemente, em publicidade, eles são alterados, transformados, parodiados em jogos humorísticos que só acrescentam sedução e interesse à mensagem linguística.

No fundo, o aconchego que o provérbio traz é o de nos fazer sentir habitando uma casa comum, uma casa que nos dá uma sensação envolvente e materna: a língua que partilhamos. Fonte: http://hdl.handle.net/1822/45141

O estudo dos provérbios tem assumido destaque pela Associação Internacional de Paremiologia, com sede em Tavira, que podem visitar aqui:

http://www.aip-iap.org/pt/noticias

"Paremiologia" significa estudo científico dos provérbios e provém da palavra grega paroimía, que significa "provérbio; parábola".


Jogo dos provérbios:

Fica aqui um desafio para todos jogarem, até dia 12 de novembro, vamos ver quem consegue mais pontos.

Para acederes ao jogo podes usar dois caminhos:

1- procuras na internet a página Kahoot.it (https://kahoot.it/), colocas o código 09553796,         , a seguir o teu nome e toca a jogar!

2 - segues este link: Provérbios, colocas o teu nome e toca a jogar!

Nota: Se quiseres, podes ainda instalar a APP, Kahoot no teu telemóvel, para jogares quando quiseres (disponível no google play ou outra plataforma).


Do mundo vasto e grandioso da literatura infantojuvenil portuguesa selecionei este livro para leitura a pares, à vez, para filhos e pais. Boas leituras!


               O LIVRO DA TILA






Continuando a falar de livros, passem pelas Bibliotecas Escolares do Agrupamento de Escolas onde encontrarão estes livros que podem requisitar para ler em casa:

  


Abraço MJV


quinta-feira, 29 de outubro de 2020

Entreculturas: Dia de Finados / Dia de Halloween

 Morrer faz parte da vida, é uma certeza!

Se para uns a morte é o começo de outra vida, mais espiritual, para outros é o fim de um corpo que esgotou a sua vitalidade. São ainda muitas as interrogações sobre a morte, bem como as tentativas de a explicar e conhecer melhor.

Ainda é um grande mistério esta passagem da vida para a morte…

 

O luto, é uma consequência da morte. Todos os países, todas as culturas, têm práticas para assinalar e festejar a partida.

Segundo o dicionário: lu·to 1 (latim luctus, -us) nome masculino

1. Sentimento, pesar pela morte de alguém. = NOJO

"luto", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2020, https://dicionario.priberam.org/luto [consultado em 29-10-2020].


Tristes ou alegres, a comemoração do luto é diferente entre vários povos, países e culturas, com práticas diferentes. No entanto, com o fenómeno da globalização, têm-se disseminado práticas interculturais que imprimem novos festejos e sentidos, à comemoração do luto. É neste contexto, que presentemente em Portugal, para assinalar o dia 1 de Novembro, se fala de: Dia dos Finados, Dia dos Mortos, Dia das Bruxas, Dia de Halloween.

No tempo dos nossos avós era comum festejar o dia dos fiéis defuntos através do percurso das crianças pelas diversas casas a cantar o “Pão por Deus” e a pedir oferendas, com a canção que transcrevemos, e que ainda hoje se ouve.


Bolinhos e bolinhós,

É p’ra mim e para vós,

E também para os finados

Que estão mortos e enterrados,

À Porta da Bela Cruz.

Fonte: http://expoblog2009.blogspot.com/2009/11/pao-por-deus.html


Truz, truz, truz, truz                                                                


Senhora que está lá dentro

Sentada no seu banquinho,

Levante-se por favor

Para nos dar um tostãozinho.

 

Senhora que está lá dentro

Sentada no preguiçeiro,

Corte lá um chouricinho

Da vara do seu fumeiro.

 

Se o chouriço está duro

E a faca não quer cortar,

Faça lá frum fum fum

Nos beiços de um alguidar

 

(se abrissem a porta para dar alguma coisa)

Esta casa cheira a broa,

Aqui mora gente boa!

 

(se não abrissem a porta)

Esta casa cheira a alho,

Aqui mora um bandalho!


Vê agora uma curta de animação que mostra a história de uma menina que é levada ao mundo dos mortos, no qual aprende o verdadeiro significado do feriado mexicano do Dia dos Mortos

 

Dia de Los Muertos (curta de animação)

Ashley Graham, Kate Reynolds; 2013 


E ainda há o Haloween e as famosas abóboras, em países como Inglaterra e os Estados Unidos da América. Conheces a história? Ou melhor a lenda de Jack O’ Lantern?

A lenda irlandesa de Stingy Jack é uma das mais famosas histórias de Halloween e inspirou os irlandeses a esculpirem as primeiras lanternas, em nabos e batatas. As abóboras vieram mais tarde.

Fonte: https://observador.pt/programas/atualidade/lenda-stingy-jack-jack-lantern/

 

Aqui fica A lenda de Stingy Jack ou Jack-o'-lantern



quinta-feira, 22 de outubro de 2020

«Sempre imaginei o paraíso como uma grande biblioteca.» Jorge Luís Borges

 Dia 26 de Outubro - dia da Biblioteca Escolar 

Esta celebração tem como objetivo destacar a relevância das Bibliotecas Escolares na comunidade educativa.


Brindemos ao dia 26 de outubro com este engraçado vídeo:

"The Bookworm" by Richard Wiley. Divirtam-se!



A vida das bibliotecas é de tal forma importante que em 1996, um grupo de professoras bibliotecárias redigiu a Carta de Direitos das Bibliotecas Escolares e outras Unidades Documentais nas Escolas Portuguesas:





Fonte: https://www.bad.pt/publicacoes/index.php/cadernos/article/view/2450


Há muitas e diferentes tipos de bibliotecas no nosso país e em todo o mundo: escolares, municipais, nacionais, especializadas, universitárias, grandes, pequenas, móveis, fixas.


No concelho de Miranda do Corvo existem as seguintes bibliotecas:

Biblioteca Escolar Professor Seixas, na EB1 Miranda do Corvo;

Biblioteca Escolar Maria Augusta Campos, na escola Ferrer Correia;

Biblioteca Escolar Manuel Alegre, na escola José Falcão;

A Biblioteca Municipal Miguel Torga;

Biblioteca Móvel da fundação ADFP.


Em Coimbra, existe uma das mais belas Bibliotecas do mundo:

A Biblioteca Joanina

É uma biblioteca do século XVIII (1728), de estilo barroco, situada no Paço das Escolas da Universidade de Coimbra, onde os morcegos são guardiões dos raros e valiosos livros que aqui se encontram.



BibliotecaJoaninaExterior.jpg

Fonte: wikipédia

Exterior da Biblioteca Joanina

Library of the Universtity of Coimbra.jpg
Fonte: wikipédia

Interior da Biblioteca Joanina

quinta-feira, 15 de outubro de 2020

“Um mundo mais humano – um mundo sem fome”

 

Dia Mundial da Alimentação – 16 de outubro

 

A 16 de outubro de 1945, no Canadá (Quebec), foi fundada a FAO – Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação, com a missão de aumentar os níveis de nutrição e os padrões de vida, melhorar a produtividade na agricultura e as condições de vida das populações rurais. Desde a sua criação, a FAO tem trabalhado para atenuar a pobreza e a fome, promovendo o desenvolvimento agrícola, uma melhor alimentação e o alcance da segurança alimentar, definida como o acesso permanente de todas as pessoas aos alimentos de que necessitam para uma vida ativa e saudável.

O Dia Mundial da Alimentação é celebrado desde 1981. Esta data é comemorada por mais de 150 países com o intuito de alertar e consciencializar a opinião pública para questões globais relacionadas com a alimentação e nutrição. Atualmente muitas crianças, no mundo inteiro, morrem anualmente devido a causas relacionadas com a desnutrição.

A celebração do Dia Mundial da Alimentação é importante, por várias razões, entre as quais para:

·     Aumentar a sensibilidade geral para o problema da fome no mundo;

·     Fortalecer a solidariedade internacional e nacional na luta contra a fome, subnutrição e pobreza e dedicar especial atenção ao progresso nas áreas da alimentação e agricultura;

·         Encorajar a cooperação técnica e económica no seio dos países em desenvolvimento.

Fonte:https://alimentacaosaudavelesustentavel.abae.pt/dia-mundial-da-alimentacao-16-de-outubro/



Livro: O Dia Em Que A Barriga Estourou

José Fanha e Maria João Gromicho

Editora Gailivro

Conta a história dos pássaros bisnaus, cuja fome era insaciável e que praticamente vivia só para comer. Tanto comiam que, um dia, algo de anormal aconteceu …


Ouçam a história contada pela equipa "Os Fariazitos" EB1 de Gueifães

O dia em que a Barriga Rebentou  (clicar)


Também podem espreitar o livro aqui:

O dia em q a barriga rebentou adaptado por Ana Monteiro

sexta-feira, 9 de outubro de 2020

Outubro - Mês Internacional das Bibliotecas Escolares

 

Em outubro, em todo o mundo, celebra-se o Mês Internacional das Bibliotecas Escolares (MIBE). Todos os anos há um tema em destaque e este ano é:

Descobrir caminhos para a saúde e o bem-estar com a biblioteca escolar!

 



Neste âmbito, a Biblioteca Escolar do Agrupamento de Escolas vai celebrar este mês os caminhos que vai descobrindo para ajudar a promover a saúde o bem-estar ocupacional, emocional, físico, espiritual, intelectual e social das crianças e jovens.

Será com esta missão que vamos continuar a dinamizar livros e leituras através de diferentes meios e canais:

- A Biblioteca Escolar vai a casa de toda a gente;

- Caixas Biblioteca para leitura em sala de aula ou empréstimo domiciliário;

- Atividades de promoção/animação da leitura;

- Dinâmicas em rede e outras ideias que sejam oportunas…


Deixo-vos uma história:

O URSO E A CASA DOS LIVROS




E uma brevíssima história de biblioteca escolar, veja aqui:

http://www.educ.fc.ul.pt/docentes/opombo/hfe/lugares/nunogoncalves/apontamentos.htm



quinta-feira, 1 de outubro de 2020

5 de outubro de 1910: despedida da monarquia

O dia 5 de outubro, feriado nacional, assinala a despedida da Monarquia e a implantação da República.

É um acontecimento marcante na História de Portugal, onde de um dia para o outro, uma revolução organizada pelo Partido Republicano Português destituiu a monarquia constitucional e implantou um regime republicano em Portugal. Muitas foram as transformações na sociedade portuguesa de então que ainda hoje se mantêm, por exemplo: ao Rei, sucedeu um Presidente. 

Este postal, é uma imagem muito conhecida deste marco histórico.

Em baixo podem ver e ler a transcrição da legenda


Fonte: Biblioteca Nacional Digital: http://purl.pt/28264/1/index.html#/1

Bilhete postal com ilustração historiada alusiva à revolução que deflagrou na noite de 3 de Outubro, em Lisboa, conduzindo à proclamação da República Portuguesa. Neste Postal de propaganda à República, datado de 1910 aparecem cenas do episódio: 1) o bombardeamento do Palácio das Necessidades; 2) a fuga da família real, na Ericeira; 3) a prisão dos Jesuítas para o forte de Caxias; 4) a proclamação na Praça do Município; 5) desembarque da Marinha no Terreiro do Paço; 6) a posição dos revolucionários na Rotunda; 7) os elementos do Governo Provisório apresentam-se ao líder militar vitorioso, Machado Santos; sob estes, um dragão (símbolo da Casa de Bragança e do exército monárquico) jaz por terra, junto com a Coroa de Portugal; 8) os entrincheiramentos na Rotunda. A composição tomou por modelo algumas fotografias que circularam na época, por forma a criar um conjunto historiado. 1910.



Para documentar e ilustrar um pouco mais este período da nossa História, deixo-vos estes vídeos:


Um vídeo do projeto MIX REPÚBLICA apresentado no MONSTRA – Festival de Animação de Lisboa, durante as Comemorações do Centenário da República em 2010, que nos dá a conhecer motivos republicanos, juntando desenho animado com imagens reais. 

Mix República 1º episódio - A Implantação da República e a Bandeira Nacional from Tânia Duarte on Vimeo.


Outro vídeo do programa ZIZ ZAG da RTP com os vídeos “Conta-me História”, o programa que mantém o passado na memória que nos fala sobre um dos símbolos da 1ª República, o Hino Nacional, vejam: 






Podem ainda ouvir a leitura animada, destas obras:








ABRAÇO e BOAS LEITURAS
MJV


sexta-feira, 25 de setembro de 2020

Desafios e Brincadeiras lá para casa: Ler em voz alta, ler juntos

Ler em voz alta, ler juntos



fonte: https://www.euread.com/organisations/


A EU Read, é uma associação que agrega organizações europeias, em Portugal o Plano Nacional de Leitura, com objetivo de promover a leitura. Uma das suas atividades, da qual já no ano passado demos noticias, é a campanha:


Reading aloud, reading together = Lendo em voz alta, lendo juntos


Trata-se de uma campanha que estimula a leitura em voz alta, em conjunto com outros.

Alicerçada em estudos cientificos e pedagógicos, a EU Read, acentua a importância da leitura em voz alta, em companhia, pelo ambiente emocional e cognitivo que envolve, pelas partilhas que se criam, pela complicidade, pelos modelos de leitores, desenvolvendo também competências de leitura e entusiasmo pela leitura.


Desafios e brincadeiras lá para casa:


Experimente(a) a leitura em voz alta desta poesia

Leitura a pares filhos(as) e pais


POEMA PIAL

Fernando Pessoa


Toda a gente que tem as mãos frias

Deve metê-las dentro das pias.

Pia número UM,

Para quem mexe as orelhas em jejum.

Pia número DOIS,

Para quem bebe bifes de bois.

Pia número TRÊS,

Para quem espirra só meia vez.

Pia número QUATRO,

Para quem manda as ventas ao teatro.

Pia número CINCO,

Para quem come a chave do trinco.

Pia número SEIS,

Para quem se penteia com bolos-reis.

Pia número SETE,

Para quem canta até que o telhado se derrete.

Pia número OITO,

Para quem parte nozes quando é afoito.

Pia número NOVE,

Para quem se parece com uma couve.

Pia número DEZ,

Para quem cola selos nas unhas dos pés.

E, como as mãos já não estão frias,

Tampa nas pias!

fonte: http://arquivopessoa.net/textos/4284


Ainda sobre a leitura em voz alta, João Manuel Ribeiro, escritor, no blog da editora Tinta por uma Linha, resume em 10 pontos, de forma muito clara, os benefícios da leitura em voz alta


Benefícios da leitura em voz alta!

Edições cá da casa

As edições cá da casa p ara (re)ler nas férias.  Mas há mais livros giríssimos à vossa espera, procurem nas bibliotecas. Boas leituras!     ...